sexta-feira, 5 de maio de 2017

O INFERNINHO E O GERVÁSIO

Texto publicado em nossa Coluna do Jornal Notícias (www.jornalnoticias.com.br), de São Paulo-SP. 
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Do livro “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras”, organizado por Joaquim Ferreira dos Santos, Editora Objetiva (www.objetiva.com.br), conto aqui à minha maneira o que nos é relatado pelo excelente STANISLAW PONTE PRETA, do dia em que o Gervásio se viu em maus lençóis, que assim foi...
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Quando muito um cineminha, e ela já se dava por contente.
Era uma mulher dessas ditas “amélias”, e o casamento dela com o Gervásio já ia para os 25 anos.
Sair com o marido, portanto, já se tornara coisa rara.
Por isso o espanto quando ele a convidou para um jantar de gala, alto padrão mesmo, e ainda em local que ela escolhesse!
Aí ele explicou que era porque faziam 25 anos de casados. Ela assentiu; colocou sua melhor roupa.
E pra coroar, ele tomou até um táxi.

O lado estranho da coisa começou então...

Se por timidez ou por não conhecer --- vá lá saber! --- ela não escolhia nenhum lugar em que pudessem jantar.
Decorrido bem algum tempo, ao passarem em frente a um inferninho, desses que nem o diabo entra pra não se sentir inferior, ela foi taxativa:
--- Vamos jantar aqui!
O Gervásio tremelicou; disse que ali não era lugar digno dela, uma dama, e que...
--- Sempre tive curiosidade de saber como funciona um negócio desses por dentro. E, além disso, você disse que eu poderia escolher...
O Gervásio coçou a cabeça.
Foi a partir de então que o inferno começou para ele, e justo no “inferninho”...
Foi que, logo na entrada daquela boate reles, o Porteiro já lhe deu uma “boa noite”, com cara de intimidades...
Lá dentro foi o Maitre que perguntou:

--- A mesa de sempre, doutor?

O Gervásio olhava então a esposa, com rabo de olho, para ver até que ponto ela estava injuriada, percebido alguma coisa...

Aí, já sentados, veio o garçom:

--- O uísque de sempre, doutor?

Então ela intercedeu pela primeira vez:
--- O Gervásio não vai beber; vamos jantar.

Eis que o garçom, como se para entortar o Gervásio de vez, disse:

--- Então vai aquele franguinho desossado de sempre, né doutor?

Jantaram, ambos decerto que em silêncio.
Eis que logo após o jantar, veio o Pianista...

--- O doutor não quer dançar com a dama aquele samba reboladinho, de sempre?

Se rebolando intimamente, ele próprio se sentindo um desossado, decidiu o Gervásio pedir a conta e sair de fininho.
Ao sair, de novo aquela “Boa noite” do Porteiro, seguido de um sorriso maroto!... E ainda lhe abriu a porta do táxi!

O Gervásio, aflito, torcia para que tudo acabasse logo. Mas ao entrar no táxi, o motorista quis saber:

--- Pro motel da Barra, doutor?

Aí ela não aguentou mais...
--- Seu moleque, vagabundo! Então é por isso que dizia que tinha que ficar fazendo horas extras? Responde, palhaço!

Então o motorista do táxi, com uma gentileza para lá de suspeita, parou e, encostando imediatamente o carro, se prontificou:

--- Se o doutor quiser, eu mesmo dou umas bolachas nessa vagabunda, e aí ela cala a boca logo!...

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Sérgio Porto, (Rio de Janeiro - RJ - 1923 – 1.968), Jornalista, Escritor, Radialista (Comentarista Esportivo), em muitos de seus textos usou o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta.
Sempre fez muito sucesso em tudo que se propôs a fazer, especialmente como Cronista.
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PRESTIGIEM OS ESCRITORES DO BRASIL!
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P.S.:  E por falar em humor, leiam o meu livro intitulado AS AVENTURAS DO BODÃO. São 204 páginas de muito humor.
Pode ser encontrado também no formato digital, em várias plataformas.

MAIORES INFORMAÇÕES, COM O AUTOR, A SABER:
Facebook.com/ADhemyr Fortunatto
E-mail: adhemyr_fortunato@yahoo.com.br

sábado, 29 de abril de 2017

UM POEMA ERÓTICO (Do livro 'As Aventuras do Bodão')



CÚMPLICE COMO O SEU ESPELHO
(Extraído do livro "As Aventuras do Bodão").


Hei de agir de forma tranquilizante.
Hei de possuir a segurança de um pai
E a compreensão de uma mãe.
Direi certas coisas a você que somente uma mulher diria...

Falarei do seu corpo com a delicadeza
E sutileza de uma mulher...
Evocarei e falarei de sensações
Das quais somente uma mulher é capaz de falar.
Terei paciência...

Darei tempo para você
Preparar-se,
Fantasiar-se,
Encantar-se,
Excitar-se,
Entregar-se...

Jamais mostrarei desejo ou urgência.
Saberei bater em retirada,
Dar um passo atrás...
Saberei sempre adiar minha urgência,
Conterei meu ciúme avassalador,
Minha fúria de Beethoven...

A cada instante farei a você
Uma promessa:
“Não lhe peço para mudar,
Não invadirei a sua individualidade;
Serei um detalhista,
Mas sem invadir a sua intimidade!”

Mas também serei alegre e impaciente
Como um adolescente!
Cúmplice como o seu espelho!

Farei com que você se sinta
Como quando está
Diante do espelho admirando-se...
Descobrindo-se...
Fantasiando-se...

Darei voz às suas fantasias
Mais secretas...
E ajudarei você a criar outras!

Farei carícias em seu corpo
E a excitarei com a naturalidade
Com que você o faria!...

Pedirei que relaxe...
Relaxe; sinta minhas mãos,
devagar, suaves...

Pedirei, com meus lábios,
tocando os seus lábios desenhados,
Que se abra aos elogios,
Às palavras sussurradas...

Hei de sugerir o que
Você gostaria de pensar
Para excitar-se...

E quando fizermos amor
Nem você mesma saberá por que o fez,
Tal a naturalidade com que
Tudo aconteceu!...

E, enfim, farei com que você se sinta
Mais jovem a cada ano!
Tudo isso, meu amor, porque...
porque eu te amo...

Autor: ADhemyr Fortunatto
(Do livro AS AVENTURAS DO BODÃO).




sexta-feira, 21 de abril de 2017

SINOPSE DE "AS AVENTURAS DO BODÃO"


AS AVENTURAS DO BODÃO
ADhemyr Fortunatto
Editora Vermelho Marinho/Usina de Letras
204 páginas
Para aquisição
Versão impressa: adhemyr_fortunato@.yahoo.com.br
ebook: 
Apple, Google, Amazon, Google Play, Kobo etc.
        

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·       SINOPSE

A transformação das estórias do Bodão em livro foi precedida de bastante observação da reação de leitores, nas ruas, nos bares, no comércio; do povo enfim, que quando recebia o jornal, comentava. Cada dia um comentário favorável diferente; sentíamos que as pessoas estavam ávidas por novas aventuras do Bodão. E começou, assim, a vir sugestões dos próprios leitores do JR Notícias, onde, há alguns anos, temos publicado as aventuras do Bodão, no formato de crônicas, geralmente bem-humoradas. O Bodão não é um galã, mas também não é um vilão. É um sujeito do povão, como as pessoas comuns, que veem tudo dando certo, mas só no mundo ficcional, ou seja, nos livros, nos filmes, nas novelas, onde sempre tem aquele que se dá bem o tempo todo. Não, o Bodão não se dá bem o tempo todo. (Risos). Se assim fosse, não haveria risos. Também não se dá mal por todo o tempo. Ele tenta acertar, pelo menos ele tenta. Em alguns aspectos, o Bodão é um autêntico brasileiro, que muitas vezes busca nas desventuras e aventuras do dia a dia uma válvula de escape para fazer humor, tomar ‘umas’, ser desbocado, desorganizado, atrasado nos compromissos, ou nem chegar, não dizer a idade, não ser servo de relógios nem seguir agendas, se deixar levar pela preguiça, chutar o pau da barraca, não venerar a fama, fazer um churrasco, rir, e, muitas vezes, de si mesmo. Talvez o Bodão tenha caído tanto no gosto popular porque muitos se acham, até certo ponto, um Bodão também, com acertos e erros, mas sempre em frente! O mentor intelectual do Bodão foi o Editor do JR Notícias, o Professor Peninha (Jornalista e Professor José Antonio Fernandes), que foi quem primeiro aventou a hipótese desse figuraça, de nome simplesmente... Bodão...Na época, fiquei pensando se aquele formato de humor “iria pegar”. Casos de inspiração popular protagonizados pelo Bodão; outros, arquitetados por esse autor. Enfim, aqui está o livro. Logo, pegou! Do muito que eu poderia dar, aqui vai esse pouco. Ou, do pouco que eu poderia dar, aqui vai esse muito. (Risos...).Sei lá, às vezes me acho meio Bodão, também. Essa frase muitos leitores do JR Notícias já me disseram, igualmente. Logo, não sou o único! Não somos, enfim, únicos. (Né, Bodão?).


             


SID SHELDOWT - MÚSICO E ESCRITOR 
MANAUS - AM


As Aventuras do Bodão de ADhemyr Fortunatto mais que recomendado!

E como dizemos em Manaus, "Seu livro é muita onda".



PROFESSORA MARIA DO CARMO FERNANDES
SÃO PAULO - SP:



"É uma agradável leitura. Muito divertido, sempre nos identificamos com situações enfrentadas pelo personagem."
 



PROFESSOR JOÃO PAULO DE OLIVEIRA 
Diadema - SP:



"Terminei de ler o livro da lavra do escritor e jornalista e deboista, ADhemyr Fortunatto! Nada melhor do que se debruçar numa leitura livre, leve e solta, que nos deixa propensos a esquecer - momentaneamente - a inóspita realidade que vivemos lendo "As Aventuras do Bodão". Por Baco e Afrodite não dá para não dar boas gargalhadas com as bodices do Bodão.


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